Antes de nos apresentar gostaríamos de transcrever a mensagem de um negro da falange de PRETOS VELHOS e como ele todos muito presentes em nosso FAROL, assim como os índios, os caboclos, lembrando também, que, em nossa casa eles entram mesmo pela porta da frente.(jamais pela área de serviço e muito menos pela porta dos fundos). Segue mensagem do NEGRO ZABELÊ:

“O nego veio porque nego tem que vim agora pra ajuda a médium, porque fez estrago aqui.
Aí nego vem, nego ajuda a médium, né?
E nego fala as coisa que fala. Eu vou falar. É assim que eu falo.

Dirigente: Qual o nome do senhor?

Deixa eu falar. Eu vou falar isso agora pra vocês.
A gente, filhos, que seja branco ou seja negro, a gente é muito antigo, né?
E a gente pode ser branco ou preto, a gente fez muita coisa errada, muita coisa errada.
Não tem dó de preto, não. Que preto também errou. Viu?
Não tem dó de branco, que branco também erra.
Agora eu tenho dó de tudo nós que não entende que é melhor não fazer nada errado.
Sai ganhando um lado, sai ganhando o outro e é bem melhor.
Eu já tenho na minha idéia que quantos brancos eu por de pé pra mim melhor é.
Isso é o que eu penso.
Porque também é difícil sustentar, principalmente quando tá no lado de vocês.
Um dia nego vai voltar. Nego vai pra mais longe daqui, mas nego vai voltar.
E desde já eu peço que nego tem força de chegar aqui nessa carne, porque quando chega no lado de vocês é difícil, é difícil.
Porque muita coisa que agora a gente tem coragem de falar eu faço, eu faço, quando vê lado a lado que tem que receber um filho que lá no passado, ah, foi um nego da senzala, ah, como a coisa é difícil aqui.
Quando tá aqui nesse lado, a gente vê que perdeu tempo, que é bem mais fácil se ajudar, perdoar, se modificar.
Que não tem nada do lado de branco ou de preto, ou de outra raça.
Além do que, do lado de cá a gente tem muita orientação, que falta do lado de vocês.
Falta, falta ainda quem pode vir aí do lado de vocês e ser aquele um mestre mesmo, sabe?
Pode ser de pouca gente, tem gente que quer que seja de muita gente, mas pode ser de pouca gente.
Ah, mas é difícil, é difícil aquele um que ensina a palavra, a palavra do mestre Jesus.
A palavra do mestre Jesus começa assim duma só, é o perdão.
É, Acabou, acabou, acabou.
Aquele que Ele falou de perdoar não sete, mas sete vezes, vezes sete, vezes setenta, eu acho que é o mais difícil, mais difícil, mais difícil.
Quando eu vejo esses irmãos que estavam lá parados, remoendo, ce pensa que eu não vejo que eles tem razão?
Eu vejo que eles tem razão. É pai sem filho, é filho com fome, é chibatada. Eu não sei, e que ainda fica, depois de tantos anos, ainda fica na cabeça, fica na cabeça e não se liberta, não se liberta, não se perdoa, não se muda.
É uma bênção quando a gente abre as portas da senzala, é uma bênção.
Muitos deles vão receber a bênção do esquecimento, muitos deles, porque não dá nem pra se conversar, e se falar.
Mas já vem o esquecimento. Isso daí é muito bom.
Outros dá pra conversar, dá pra ter lembrança, dá pra ver mãe, dá pra ver até filho.
É! O Zabelê uma hora volta, Deus queira que ele volta, com as duas pernas boas e, principalmente, com o coração bom.
Pra ajudar todo mundo. É! Quem sabe daqui a uns trinta anos.
Filho, vocês ficam com a Maria Santíssima. Essa, que tudo que nós já fizemos Ela perdoa.
Com Ela é só bondade.
E vamos pro toque dos africanos, os atabaques, vamos ver lá, nas matas, os orixás da terra, vamos ver.
Vamos ver tomar um banho de cachoeira, vamos levar todo mundo, vamos abrir as portas do coração.
Vamos sentir que a terra é muito boa. É boa de se viver.
Adeus, adeus, adeus”.

Mensagem recebida no final dos trabalhos de sábado, dia 29/09/2007, no Farol de Ismael

 

Segue nossa Apresentação:
Nós somos uma oficina de reforma, onde o artesão e restaurador é o mestre Jesus.
O mestre recebe material bruto do aprendiz obediente a esta mudança e reforma, reformar para ser humilde e simples de coração (ser humilde não é ter condição material desfavorecida e muito menos sinônimo de ignorância). Reforma, exige coragem pela fé e pela prática do que o Evangelho ensina do sobretudo amar. O mestre Jesus, este mesmo artesão, deve encontrar em nós a fé raciocinada, aquela mesma recomendada por KARDEC.

Esta reforma é fundamentada no conhecimento de quem pretende nas Escolas de Aprendizes do Evangelho, saber que, “mais do que tudo, ainda nada se sabe” e que, na condição de realizador se encontra muito longe, que com o titulo de servidor inútil como chamava o apóstolo dos gentios Paulo de Tarso, (o  maior propagador do Evangelho e apostolo da disponibilidade) este aprendiz assume a condição de obreiro do bem, sabe que é do Alto que vem toda essa grande realização.

Reconhecendo esta condição, o trabalhador recebe a forma tão peculiar de luz singela, que mesmo sendo pequena, representa uma aresta de esperança para quem chega e deve ficar, porque este Farol de Ismael, também traz a proposta de ser um porto seguro é uma sinalização orientadora no caminho a seguir sem titubear, com o Evangelho Segundo o Espiritismo tem a orientação de quem assume também: vigilância e oração, escolhem um dia e hora certa para o encontro com o Mestre e sua seara no culto ao Evangelho no lar, vê aí grande importância porque se reconhece como presa fácil, sabe aliar forças para sua capacidade de amar, assume que só na vibração de amor encontra matéria prima para construir um mundo e uma vida melhor.

O Farol de Ismael tem sua parcela no objetivo a resgatar para o Brasil a condição de Pátria do Evangelho e Coração do Mundo, longe de envaidecer seus filhos porque a convite do mestre, optam pelo caminho estreito que os levam a DEUS e como nos alerta o mestre JESUS que ainda acrescenta: “Com facilidade podemos nos perder nos largos caminhos de nossas ilusões” Embora esta oficina tenha Jesus como o divino artesão, somos nós quem nos permitimos ao modelo, eliminando imperfeições para que não seja a vida quem nos lapide na dor.

Aparamos as arestas de melindres e limos de nossas paixões, vaidade e orgulho, nos propomos a este trabalho bruto copiando o filho do carpinteiro de Nazaré que escolheu a humanidade como sua oficina de amor, à mesma humanidade que só sabia em dois mastros modelar uma cruz, a grande maioria ainda sabe fazer a mesma coisa.

O FAROL DE ISMAEL quer fazer a diferença e por seus trabalhadores que se espalharão, tem a missão de semear faróis como estrelas no chão e esta luz se acende com amor como combustível e esta luz não se apaga. Por outro lado, não existe fazer a diferença o que existe é fazer como devemos, porque é a missão de todos nós espíritas.